terça-feira, 8 de julho de 2008
Joivelina no bailinho do mará
No bailinho anual do mará
Eu ia cheio de pretensão
Pra ver Joivelina dançando
E aqueles dois quilos de melão
E um conjunto bem dotado
De corpo,roupa e sapato
E eu suando pela a mão.
Tinha umas pernas bonitas
Coisa mesmo que veneno
Me emociono aqui dizendo,
M'arrepio só de lembrar
E aquele cabelo bonito
Chega enfeitava o vestido
Dava até gosto de olhar.
E a moça sozinha
Danou o pau a dançar
O salão emudeceu
Parou tudo pra olhar
Aquele anjo comprido
E com aquele vestido
Ô danada, vou falar!
E foi uma euforia arretada
Nunca antes já se viu
Uma moça respeitada
c'um dançar daquele feitio
Rodopiando pelo Mará
Se oferecendo pra ser par
De gente que nunca viu
E no dia depois do baile
Coitada de Joivelina
Lascou-se no cacete
Que sofreu da mãe Ardilina
Que não via outra solução
Que não fosse a correção
Na peste daquela menina.
Mas a loucura de joivelina
É coisa que vem de berço
E num havia quem fizesse
O mal mudar de endereço
A criatura trazia na cara
Uma safadeza sem par
como vagabundas nuas
Tomando banho de mar.
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Um comentário:
Pobre Joivelina....sua tia Izildina nunca irá te perdoar...
tsc tsc...
como sempre...essse comentário deveria ser desnecessário...mas...
cheia de graça!
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