"o que entendes de poesia?"
perguntou o inteligente
"sobre o que estudaste dela?"
(re)perguntou insistente
mal sabe o pobre sabido
que lá de dentro da gente
há um sentido vivo
que sai como um rio nascente
que corre um grande perigo
assim como corre o rio:
aguadamente.
os poemas são
os dentes,as orelhas,
somos nós.
assim como esse rio
que desagua em sua foz.
Pra ser um grande poeta
não é preciso estudar
tem que haver uma entrega
sentir mais que interpretar
quem estuda,sabe as regras,bê á bá
mas quem sente é poeta
com a boca mesmo recita
uns caneta nem sabem pegar.
outros são grandes mestres,
Não há como negar
mas são iguais na essência
pra gritar,pra mover,pra rimar.
letrados,sabidos,formados
matutos,mão,pé encalejado
não há didática pra ser poeta
há unicamente um dom,
que só por Deus é dado.
domingo, 16 de agosto de 2009
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
sólido grande.Enormemente grande.
solid/ão/alma
todos os sólidos
juntos
com vida,
como animais
(uma fauna)
querido meu
oh querido
livro de bolso
conversas comigo
inda te ouço.
janela aberta
fala-me de amor
deixa que sopre
entre as cortinas,
em meu ouvido
vento de dor.
todos os sólidos
juntos
com vida,
como animais
(uma fauna)
querido meu
oh querido
livro de bolso
conversas comigo
inda te ouço.
janela aberta
fala-me de amor
deixa que sopre
entre as cortinas,
em meu ouvido
vento de dor.
domingo, 9 de agosto de 2009
recadinho
lembra do outono?
você lembra?
como as folhas caíam mais bonitas
no quintal do vizinho?
não há nada de racional na tristeza
e o quintal seguinte
há de ser sempre o mais bonitinho.
mas o nosso é próximo
depois do penúltimo
e os últimos,meu anjinho
serão sempre os últimos.
Seja como um passarinho solitário no telhado
e tenha sempre orgulho deste retrato
do outono..
pense nas flores(folhas secas)flores pra todo efeito
espere sempre a estação terminar
porque a vida,anjinho
ah..
só tem graça desse jeito.
[Saí,não sei a que horas volto.Tô com o celular.
olha a caixa dos correios,esquenta o jantar.
um beijo]
você lembra?
como as folhas caíam mais bonitas
no quintal do vizinho?
não há nada de racional na tristeza
e o quintal seguinte
há de ser sempre o mais bonitinho.
mas o nosso é próximo
depois do penúltimo
e os últimos,meu anjinho
serão sempre os últimos.
Seja como um passarinho solitário no telhado
e tenha sempre orgulho deste retrato
do outono..
pense nas flores(folhas secas)flores pra todo efeito
espere sempre a estação terminar
porque a vida,anjinho
ah..
só tem graça desse jeito.
[Saí,não sei a que horas volto.Tô com o celular.
olha a caixa dos correios,esquenta o jantar.
um beijo]
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
sábado, 1 de agosto de 2009
Aos ignorantes
desculpem a expressão do dia
isto é uma poesia
ou como queiram:
um poema,
sem problema.
poema num é livro
é algo perto do sentido
e se é doce e bonito,
em poucas linhas se sente.
assim como rir é bom
mas rir de tudo é desespero
poema tem que ter o sabor
e versos demais-às vezes-
é exagero.
adj. 2 gén. s. 2 gén. adj. 2 gén. s. 2 gén.
isto é uma poesia
ou como queiram:
um poema,
sem problema.
poema num é livro
é algo perto do sentido
e se é doce e bonito,
em poucas linhas se sente.
assim como rir é bom
mas rir de tudo é desespero
poema tem que ter o sabor
e versos demais-às vezes-
é exagero.
dados:
ignorância
s. f.
ignoranteignorância
Estado de quem ignora.Falta de ciência ou de saber.Incompetência.
Que ignora.Que não tem instrução. O que não sabe bastante da sua profissão.
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