[...]
Mas se eu disser que sou triste
estarei mentindo...
quantas vezes o desespero sorrindo
inundou o meu peito,de lágrimas
quantas ruas eu venho seguindo
quantos passos as pernas cruzaram
quantas pernas
e quantos passos
e quantas cruzes!
meu Deus,
quantas cruzes..
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
há de/ar de..
há de se perceber todos os ossos da minha clavícula
o bronze forçado no meu rosto
as unhas,as feridas
há de se perceber minha cara moída
os vestidos que me ficam folgados
a calça perdida,larga
todas as primaveras contraídas,sufocadas
perna cansada,perna cansada
PERNA CANSADA!
olhos?boca?
há de parecer uma retina qualquer,
há de ter uma língua morta,enferrujada
garganta que arde..
há de se perceber nada.
o bronze forçado no meu rosto
as unhas,as feridas
há de se perceber minha cara moída
os vestidos que me ficam folgados
a calça perdida,larga
todas as primaveras contraídas,sufocadas
perna cansada,perna cansada
PERNA CANSADA!
olhos?boca?
há de parecer uma retina qualquer,
há de ter uma língua morta,enferrujada
garganta que arde..
há de se perceber nada.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Agonia
me perdoem
os carros
o piche da BR
as árvores
as árvores
as árvores
Umarí.
jesus!vou esperar
teu sofá
meu sofá
nossa minha!
rede na.
os carros
o piche da BR
as árvores
as árvores
as árvores
Umarí.
jesus!vou esperar
teu sofá
meu sofá
nossa minha!
rede na.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
ensolnublado
quem disse que se é feliz por inteiro?
quem te disse,cavalheiro
por certo,estava errado
os dias de sol
ah... os dias de sol...
perdem pro nublado.
quem te disse,cavalheiro
por certo,estava errado
os dias de sol
ah... os dias de sol...
perdem pro nublado.
quem?
poetas: classe de pessoas que andam por aí com um bloquinho escondido na bolsa.Bloquinho mesmo,daqueles que se ganha em feira de ciências,é comprado na gráfica ou até mesmo feito em casa.
Essas pessoas(normalmente) são um pouco distraídas,mansas,fazem muita graça ou riem por qualquer coisa.Observam e tiram fotos de coisas que aparentemente não são úteis ou não apresentam nenhuma "beleza",
falam demais,mas fazem isso (muitas vezes)com os dedos e/ou o lápis,ou até mesmo com o corpo,as mãos,os olhos,ou o cabelo.E a propósito,poetas não costumam ter muitos cabelos,alguns não penteiam,não cuidam muito bem..
esse "tipo de gente" não usa roupa apertada(tem hora que uma perna ou a barriga muito pressionadas,confundem a cabeça).
poetas se vestem como mendigos:mendigos ricos que compram sandálias baixinhas pra poder ver melhor e de perto o que tem na frente das pessoas,não por cima delas.
poeta é comum como todo mundo,mas chega a ser tão comum,que sabe sê-lo(única diferença entre o seu comum e o das outras pessoas).
Poetas são verdadeiros bobos e falam com pássaros,e admiram pássaros.
Tem um verde que parece azul no meio do quintal,e dentro desse verde há uma janela pro céu.Sim,poetas tem uma interligação com Deus.
Essas pessoas(normalmente) são um pouco distraídas,mansas,fazem muita graça ou riem por qualquer coisa.Observam e tiram fotos de coisas que aparentemente não são úteis ou não apresentam nenhuma "beleza",
falam demais,mas fazem isso (muitas vezes)com os dedos e/ou o lápis,ou até mesmo com o corpo,as mãos,os olhos,ou o cabelo.E a propósito,poetas não costumam ter muitos cabelos,alguns não penteiam,não cuidam muito bem..
esse "tipo de gente" não usa roupa apertada(tem hora que uma perna ou a barriga muito pressionadas,confundem a cabeça).
poetas se vestem como mendigos:mendigos ricos que compram sandálias baixinhas pra poder ver melhor e de perto o que tem na frente das pessoas,não por cima delas.
poeta é comum como todo mundo,mas chega a ser tão comum,que sabe sê-lo(única diferença entre o seu comum e o das outras pessoas).
Poetas são verdadeiros bobos e falam com pássaros,e admiram pássaros.
Tem um verde que parece azul no meio do quintal,e dentro desse verde há uma janela pro céu.Sim,poetas tem uma interligação com Deus.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
canto
Qu'importa se chove tanto
se o sereno me faz sofrer
estou à mercê de qualquer canto
eu não tenho medo de morrer
se o sereno me faz sofrer
estou à mercê de qualquer canto
eu não tenho medo de morrer
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
.
.
Há todo um teatro por trás da mesa,na hora do jantar,no dever de casa,no horário chato de trabalho..
há um ballet que casa com umas falas suaves.. calmas.. ouvidas de longe,mas que não são tão calmas na realidade.
Há teatro nos bancos.Sim,há todo um teatro na moça que gira com a perna direita como seguindo um compasso,no caixa eletrônico,
há também no guarda do banco,que tem a marcação certa.
há sempre" alguéns" nas coxias,que nunca saem:esses são os atores de máscaras,que vestem iluminadamente as cortinas vermelhas,mas que gostam de ficar vestidos,apenas vestidos.. mais nada.
Esses são,também, os atores da alma.
Há teatro no som que falha,na iluminação mal feita,no grito estarrecido do diretor de camisa rosa se acabando pra que a peça possa se acabar também,mas de uma forma sadia,leve,suave.
Há teatro na cara dos atores que brincam atrás da madeira preta antes de entrar em cena,
há um clarão enorme nas oficinas,em quem ainda não atuou,em quem está se preparando e vive sonhando com o momento crucial.
Mas espere..
não há momento crucial.já somos todos atores.
Há uma alma viva.. não há "teatros" concretos no meu circulo,não há uma cortina grande e uma casa com aspecto antigo e luzes vibrantes vindas de todos os lados, cuja estrutura faz jus ao nome: TEATRO.
Mas há teatro nos auditórios,nas salas de dança,nas bibliotecas,nas quadras,
nos rostos das crianças,nas almas roubadas pelos atores(sem que seus donos saibam)
na roupa mal lavada,na mobília bagunçada,no quintal,
dentro de casa.. há teatro no transito,na calçada,na praça,no bar da esquina..
Há teatro na Rua!
e ninguém vê..

Há todo um teatro por trás da mesa,na hora do jantar,no dever de casa,no horário chato de trabalho..
há um ballet que casa com umas falas suaves.. calmas.. ouvidas de longe,mas que não são tão calmas na realidade.
Há teatro nos bancos.Sim,há todo um teatro na moça que gira com a perna direita como seguindo um compasso,no caixa eletrônico,
há também no guarda do banco,que tem a marcação certa.
há sempre" alguéns" nas coxias,que nunca saem:esses são os atores de máscaras,que vestem iluminadamente as cortinas vermelhas,mas que gostam de ficar vestidos,apenas vestidos.. mais nada.
Esses são,também, os atores da alma.
Há teatro no som que falha,na iluminação mal feita,no grito estarrecido do diretor de camisa rosa se acabando pra que a peça possa se acabar também,mas de uma forma sadia,leve,suave.
Há teatro na cara dos atores que brincam atrás da madeira preta antes de entrar em cena,
há um clarão enorme nas oficinas,em quem ainda não atuou,em quem está se preparando e vive sonhando com o momento crucial.
Mas espere..
não há momento crucial.já somos todos atores.
Há uma alma viva.. não há "teatros" concretos no meu circulo,não há uma cortina grande e uma casa com aspecto antigo e luzes vibrantes vindas de todos os lados, cuja estrutura faz jus ao nome: TEATRO.
Mas há teatro nos auditórios,nas salas de dança,nas bibliotecas,nas quadras,
nos rostos das crianças,nas almas roubadas pelos atores(sem que seus donos saibam)
na roupa mal lavada,na mobília bagunçada,no quintal,
dentro de casa.. há teatro no transito,na calçada,na praça,no bar da esquina..
Há teatro na Rua!
e ninguém vê..
Assinar:
Postagens (Atom)