sábado, 17 de março de 2012

scrr, m D, v mrrr

Demência é indulgência
Que não se paga pro céu
Cisco no olho de noiva
Vento carregando véu
É a carta na caixinha dos correios
Que esqueceram de pegar
Mais um milhão de nenhuma coisa
Que sempre custo a pensar.
Minha vida morreu demente
Pois bastava viva estar.

domingo, 11 de março de 2012

sexta-feira, 2 de março de 2012

Pedido

Senhor, um breve pedido
Faço, por tua graça
Se eu algum dia padecer ferido
Que me carregues pra morrer em casa.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Fofoquinha dolorosa.

Toc, toc, toc
Na porta, era a vizinha:
"Ouviu-se um gemido de alma".
Terá sido a minha?

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Sinais de pontuação

Querida,
Queridinha,
Eu vi o mundo derrapar da mão
[Que não a minha]
À noite, querida tão amada e miudinha
Eu a vi como sou, com és
Choveu uma chuva passageira
Em minha vida inteira,
Escrita em papéis.
Meu corpo amarrado em seu leito,
Qual braçadeira,
Minha alma, ela inteira, qual viés.
E deitado em forro brando, no enfado da canseira
Queridinha,
Eu sonhei com teus pés.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Memória

"Pra sempre" é a morte
Por obra da sorte
Ainda criança, aprendi.
O amor é eterno
Vesti meu terno
De domingo
E morri.

Carta nº privado

Querido Leopardo
(saudações sem fim...)


"Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras, de recente data.O senhor mesmo sabe."

A poesia tem teu nome.


responde, te amo e pago o selo.