terça-feira, 30 de dezembro de 2008

"Será que tudo que há em mim
Só quer sentir saudade?"

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

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E por lembrar mais de Maria que de mim
É que vivo como um barquinho
Desses soltos na maré
Não me movo sozinho,vou onde ela quiser
Amo tanto,amo mesmo
calado e baixinho
E amor tão grande e desse jeitinho
Nunca se sabe o que é.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

A rosa desfolhada

[...]
Silenciosa
Ficou a rosa
No chão despetalada
Que eu com meus dedos tentei a medo
Reconstruir do nada:
O teu perfume, teus doces pêlos
A tua pele amada
Tudo desfeito, tudo perdido
A rosa desfolhada.

V.de Moraes

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

meu amor,juro por Deus,me sinto incendiar..
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domingo, 30 de novembro de 2008

Seu espinho,seu espinho
Em conversas com a flor
Teria ela lhe dito
Que mentira acaba o amor?


mentira acaba o amor.Mentira acaba mesmo o amor.Mentira não é amor.Definitivamente.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

São João


Não fosse o som dos fogos a estourar e colorir de azul e vermelho o negro céu, ela teria ouvido quando ele murmurou “eu te amo”. Mas seus ouvidos atentavam-se à dissonância toda; nos olhos arregalados fulgurava o reflexo policromático da pirotecnia. Pois assim, não ouviu o som e tampouco viu os lábios bailarem na confissão apaixonada e vã. Ao cabo de tudo, ainda num redondo riso, a fascinada menina disse ao frustrado menino “deve ser lindo ver os fogos com quem se ama, né?”.

O rapazote mantinha os olhos no chão. Encarava o sapato, cabisbaixo como são os corações partidos. Respondeu um “é, deve ser” de malgrado. Teve tanto ódio daqueles fogos que, por reflexo, engoliu a paçoca numa mordida só. Engasgou. Debateu-se. Sufocou-se.

Antes de morrer, não disse coisa alguma. Apenas pigarreou, esperneou, cambaleou, roxeou, desfaleceu. A menina se apercebeu do óbito apenas quando a última luz brilhou no alto e o som se calou por completo.

Silêncio na noite de São João.


Rodolfo Viana