domingo, 14 de setembro de 2008

Eu

Não fosse o amor,esse ser tão bobo
Eu seria bem mais,muito mais que sou
Não fosse o coração, tão cego e tolo
Eu poderia me guiar,dizer aonde vou
Não pertenço mais a mim,nem sou forte
Como folha no quintal que o vento levou
É que só sei amar, como poucos sabem
Amor,na verdade,é só isso que sou.

sábado, 13 de setembro de 2008

quinta-feira, 11 de setembro de 2008


E eu que prometo não regressar
Deixo sempre meu barco alí
E quando acordo,ah, enfim..

quarta-feira, 10 de setembro de 2008



Se acaso por essas ruas
Um dia passares,alegria
Me leva em teus braços
Que eu aqui não quero mais ficar.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Passarinho


-Diz como saber,pássaro
O motivo que todo dia
Te faz cantar bem assim
E essa tua alegria?
De onde sai?de onde vens
Que não vejo aqui
Motivo tanto pra sorrir
E esse teu ninho,
Aonde vais buscar?
Me dá um minuto
Dessas tuas penas
Eu quero entender tudinho
talvez me entendas
Quando eu explicar:
Eu,por exemplo,vivo sozinho
Na verdade, eu vivo comigo
Mas eu só, sou pouquinho
E quando chove,passarinho
Ah..

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Morre aqui, raiva minha


Com terror e pensamentos
E as tuas canções
Dorme em paz,passeia, voa
Morre aqui,pra nunca mais.
Vai pra longe, pra bem perto do Sol,
Bem perto.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008





O relógio lá da praça
Tece hora feito teia
E nunca é hora
Hora exata
Hora completa
hora e meia.
E os olhos giram
bem redondos
Banco por banco
Praça cheia
Qual funcionar
De um relógio
Gira em voltas
Não vadeia
Tantas pernas
Mãos e braços
Giram nervosos
Praça afora
gira o homem
O azul e o pardo
O céu cansado
A velha senhora
Giro eu,os carros
o menino deitado
mendigando esmola
vai girando tudo,todos
como um globo,volta inteira
E o relógio lá da praça
Tecendo a hora feito teia
Me perdi,e agora?
Já são nunca e meia.