Não sou ferro, madeira, nem sou aço
Não cultivo a semente da razão
É de sangue e tristeza meu cordão
Meu destino é desenho de compasso
Sem começo nem fim é o meu passo
Circulando entre as curvas da aflição.
Já me canso no inicio da corrida
Imagino o fim que já me espera
Seja frio ou na luz da primavera
Me amolo no grito da partida
Lá fundo do corpo a alma grita:
“Anuncio o fim de minha era.”
O carrego que sustenta minha vida
Descarrega e a morte grita: “bravo!”
O ferrolho da porta ta no travo
Não me atendem, por mais que já bati
Só queria, agora, de centavo
Receber as alegrias que perdi.
sábado, 24 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
Pianinho
oh, veja que a luz desabrochou
no peito de quem me amou, morena
no peito que já foi meu
Na saudade que já bateu, morena
meu nome, e depois...
se perdeu.
oh, veja as luzes que à minha alma
iluminam
iluminam...
Seguem frias como rimas, morena
de um verso triste
que morreu.
no peito de quem me amou, morena
no peito que já foi meu
Na saudade que já bateu, morena
meu nome, e depois...
se perdeu.
oh, veja as luzes que à minha alma
iluminam
iluminam...
Seguem frias como rimas, morena
de um verso triste
que morreu.
domingo, 21 de agosto de 2011
suor
Boca cega,
olhos mudos
pressa que se demora.
Ouvido congestionado
nariz surdo
ando cansado
do corpo pra fora.
olhos mudos
pressa que se demora.
Ouvido congestionado
nariz surdo
ando cansado
do corpo pra fora.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
domingo, 24 de julho de 2011
P.B.
Seguem táticas pra se começar o dia:
Acordando.
Quando acorda o dia, nunca estou de pé. Nunca.
Não sei o que é verdejante. Não sei. É só isso. Não sei.
"quem não levanta com o Sol, não goza do dia"
Olhei pra mim mesma no espelho e me estabeleci limites, depois me perguntei se isso resolveria,
Como não vem resolvendo há mais de vinte anos.
Parei um instante pra rezar:
Senhor, o que faço agora?
O que pedir quando não se sabe pedir?
Sei que minha alma necessita de abrigo,mais do que posso achar que preciso.
Na dúvida, não falei nada, preenchi o espaço com minhas ações:
Nenhuma.
Você quer segurar na mão de Deus? Então vai, segura de uma vez.
Mão se aperta pelo tronco, não convém só roçagar os dedos.
Acordando.
Quando acorda o dia, nunca estou de pé. Nunca.
Não sei o que é verdejante. Não sei. É só isso. Não sei.
"quem não levanta com o Sol, não goza do dia"
Olhei pra mim mesma no espelho e me estabeleci limites, depois me perguntei se isso resolveria,
Como não vem resolvendo há mais de vinte anos.
Parei um instante pra rezar:
Senhor, o que faço agora?
O que pedir quando não se sabe pedir?
Sei que minha alma necessita de abrigo,mais do que posso achar que preciso.
Na dúvida, não falei nada, preenchi o espaço com minhas ações:
Nenhuma.
Você quer segurar na mão de Deus? Então vai, segura de uma vez.
Mão se aperta pelo tronco, não convém só roçagar os dedos.
sábado, 9 de julho de 2011
Auto fotografia
Deixo-te um pedido, queridinha,
um apelo:
não me esqueça nunca,
nem que o ciume
não deve ultrapassar o zelo.
um apelo:
não me esqueça nunca,
nem que o ciume
não deve ultrapassar o zelo.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
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