Ah, Dôra
Andorinha,
Me conheces tão por fora
Mas por dentro, te diria:
No próximo vento,
Neste que vem agora,
Ai, Dôra,
S'eu pudesse, eu morria.
sábado, 31 de março de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
Espera, me alcança?
Até ontem, era o eterno
Nó de marinheiro na ponta do mar
O futuro é sempre incerto
Verão numa cena de inverno
Porta de ferro, sem casa pra entrar
A hora exata?
A hora exata não tem forma
Nem é certo o ponto de ser
Como pode do sol cair chuva
E uma chama na água arder?
Mas se é esperança...
Ah, na esperança é tudo redondo.
A espera é um calmante
Hediondo.
Nó de marinheiro na ponta do mar
O futuro é sempre incerto
Verão numa cena de inverno
Porta de ferro, sem casa pra entrar
A hora exata?
A hora exata não tem forma
Nem é certo o ponto de ser
Como pode do sol cair chuva
E uma chama na água arder?
Mas se é esperança...
Ah, na esperança é tudo redondo.
A espera é um calmante
Hediondo.
domingo, 25 de março de 2012
Oração do meio dia, sempre às 12:30
Meio dia:
Condena o relógio, em ponto
Também me condena a demência
Qual ferrada de maribondo
Se me embica a destreza do tempo
Senhor, como te encontro?
Condena o relógio, em ponto
Também me condena a demência
Qual ferrada de maribondo
Se me embica a destreza do tempo
Senhor, como te encontro?
domingo, 18 de março de 2012
Mi madre me bien había dito
"amor ele traz em casa. Veste o vestido, calça o tamanco e espera"
Resolvi dar uma folga a Deus, deixei ele descansando
Que muito tempo trabalhando, só um sono recupera
Abusei do grão de bico, emagreci, fiquei fera
Fui atrás do meu amor- eu mesma-, fui na vera
Não fosse a chuva que desabou, flagrei ele
Com ela...
sábado, 17 de março de 2012
scrr, m D, v mrrr
Demência é indulgência
Que não se paga pro céu
Cisco no olho de noiva
Vento carregando véu
É a carta na caixinha dos correios
Que esqueceram de pegar
Mais um milhão de nenhuma coisa
Que sempre custo a pensar.
Minha vida morreu demente
Pois bastava viva estar.
Que não se paga pro céu
Cisco no olho de noiva
Vento carregando véu
É a carta na caixinha dos correios
Que esqueceram de pegar
Mais um milhão de nenhuma coisa
Que sempre custo a pensar.
Minha vida morreu demente
Pois bastava viva estar.
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