quinta-feira, 17 de maio de 2012
domingo, 22 de abril de 2012
Adeus, amor, a Deus
Quem recolhe as migalhas na calçada
Sabe como tratar uma dor
Nas mãos, as palmas arrancadas
Misturam o sangue à terra, ao pó
Quem arrega um amor, é pá virada
Só anda na estrada
Que o outro já andou
Pois resto de amor é coisa fraca
Fina, frágil, embaraçada
A pele da flor.
Sabe como tratar uma dor
Nas mãos, as palmas arrancadas
Misturam o sangue à terra, ao pó
Quem arrega um amor, é pá virada
Só anda na estrada
Que o outro já andou
Pois resto de amor é coisa fraca
Fina, frágil, embaraçada
A pele da flor.
sábado, 31 de março de 2012
Saudade meu.
Ah, Dôra
Andorinha,
Me conheces tão por fora
Mas por dentro, te diria:
No próximo vento,
Neste que vem agora,
Ai, Dôra,
S'eu pudesse, eu morria.
Andorinha,
Me conheces tão por fora
Mas por dentro, te diria:
No próximo vento,
Neste que vem agora,
Ai, Dôra,
S'eu pudesse, eu morria.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Espera, me alcança?
Até ontem, era o eterno
Nó de marinheiro na ponta do mar
O futuro é sempre incerto
Verão numa cena de inverno
Porta de ferro, sem casa pra entrar
A hora exata?
A hora exata não tem forma
Nem é certo o ponto de ser
Como pode do sol cair chuva
E uma chama na água arder?
Mas se é esperança...
Ah, na esperança é tudo redondo.
A espera é um calmante
Hediondo.
Nó de marinheiro na ponta do mar
O futuro é sempre incerto
Verão numa cena de inverno
Porta de ferro, sem casa pra entrar
A hora exata?
A hora exata não tem forma
Nem é certo o ponto de ser
Como pode do sol cair chuva
E uma chama na água arder?
Mas se é esperança...
Ah, na esperança é tudo redondo.
A espera é um calmante
Hediondo.
domingo, 25 de março de 2012
Oração do meio dia, sempre às 12:30
Meio dia:
Condena o relógio, em ponto
Também me condena a demência
Qual ferrada de maribondo
Se me embica a destreza do tempo
Senhor, como te encontro?
Condena o relógio, em ponto
Também me condena a demência
Qual ferrada de maribondo
Se me embica a destreza do tempo
Senhor, como te encontro?
Assinar:
Postagens (Atom)
