terça-feira, 26 de junho de 2012

Poema sem face

Quando nasci,
nem anjo torto
ofereceu-me companhia
ganhei por primeiro presente
uma caixa de sementinha
qual o quê,
a piada
era plantar todo dia.
Coitado de quem acredita
que milho engorda galinha
a gente não colhe só o que planta
tem também as ervas daninhas.

terça-feira, 19 de junho de 2012

quinta-feira, 17 de maio de 2012

La noyée

.


oh, meu Jesus, eu creio firmemente, que por bem bem, estás sobre este altar.

domingo, 22 de abril de 2012

Adeus, amor, a Deus

Quem recolhe as migalhas na calçada
Sabe como tratar uma dor
Nas mãos, as palmas arrancadas
Misturam o sangue à terra, ao pó
Quem arrega um amor, é pá virada
Só anda na estrada
Que o outro já andou
Pois resto de amor é coisa fraca
Fina, frágil, embaraçada
A pele da flor.

sábado, 31 de março de 2012

Saudade meu.

Ah, Dôra
Andorinha,
Me conheces tão por fora
Mas por dentro, te diria:
No próximo vento,
Neste que vem agora,
Ai, Dôra,
S'eu pudesse, eu morria.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Espera, me alcança?

Até ontem, era o eterno
Nó de marinheiro na ponta do mar
O futuro é sempre incerto
Verão numa cena de inverno
Porta de ferro, sem casa pra entrar
A hora exata?
A hora exata não tem forma
Nem é certo o ponto de ser
Como pode do sol cair chuva
E uma chama na água arder?
Mas se é esperança...
Ah, na esperança é tudo redondo.
A espera é um calmante
Hediondo.