mamãecaísocorromãezinhavinteprastrêssocorromãetôcommedodedormirsozinhamaezinhapeloamordeDeussevocêchegaratendaotelefoneondeestáonomemamãeminhacabeçadoitododiadeixaeuirpracasamamãezinhaeuleveiumasurraminhamãotemferidamãezinhasocorromãezinhasocorromamãefalecomDeusdeixaeudeitarnocoloeutenhomedomaisdenoiteeutenhomedodosonomamãemamãezinhasocorromãefuiaprovadafuidemitidamãefuidispensadapasseimãezinhamamãeeuteamoeuteamomãezinhaminhamãequeridaeuteamopasseisocorromãedeixeeuirpracasaminhamãotemferidameuspéstemferidaquerotomarmangacomleitemãezinhatemferidanaminhabocamamãetemumafacanaminhagoelaeutenhoumafacanagoelamãesocorrometiredaquimetirepravocêmedeixegrudarnasapernaserumaveiasuamãeeutenhoumascoisassocorromamãezinhadigaquevocêmeamamamãezinhasocorromãesocorromãesocorromãesocorrovocêmeamamamaezinhadigaquevocêmeamamamãe.
segunda-feira, 24 de março de 2014
escl Ermlnd
mamãecaísocorromãezinhavinteprastrêssocorromãetôcommedodedormirsozinhamaezinhapeloamordeDeussevocêchegaratendaotelefoneondeestáonomemamãeminhacabeçadoitododiadeixaeuirpracasamamãezinhaeuleveiumasurraminhamãotemferidamãezinhasocorromãezinhasocorromamãefalecomDeusdeixaeudeitarnocoloeutenhomedomaisdenoiteeutenhomedodosonomamãemamãezinhasocorromãefuiaprovadafuidemitidamãefuidispensadapasseimãezinhamamãeeuteamoeuteamomãezinhaminhamãequeridaeuteamopasseisocorromãedeixeeuirpracasaminhamãotemferidameuspéstemferidaquerotomarmangacomleitemãezinhatemferidanaminhabocamamãetemumafacanaminhagoelaeutenhoumafacanagoelamãesocorrometiredaquimetirepravocêmedeixegrudarnasapernaserumaveiasuamãeeutenhoumascoisassocorromamãezinhadigaquevocêmeamamamãezinhasocorromãesocorromãesocorromãesocorrovocêmeamamamaezinhadigaquevocêmeamamamãe.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Inverno
Chuvinha
Tristeza Matutina:
Rua Caldeiroso Prêito
Tudo termina
Tudo termina,
Querida
Dentro dos teus peitos
Tristeza Matutina:
Rua Caldeiroso Prêito
Tudo termina
Tudo termina,
Querida
Dentro dos teus peitos
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Heloísa 1972
A calma
não se faz
comprida
nem os pesares
às almas medem
gostaria
de só falar-te
sobre os ventos
que se sucedem
mas prefiro, contudo,
dizer-te,
querida,
que teu corpo,
que teus olhos
fedem.
não se faz
comprida
nem os pesares
às almas medem
gostaria
de só falar-te
sobre os ventos
que se sucedem
mas prefiro, contudo,
dizer-te,
querida,
que teu corpo,
que teus olhos
fedem.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Despedida
Querido Leopardo
Me endereço a você
Mas hoje estou tão falido
Tão inflamado, que posso morrer
Toda manhã me nasce o dia
Como quem esfria
Mas que posso fazer?
Como pode do mar nascer chama
E uma brasa na água arder?
O vento passa ventando
Um coelho passa correndo
Um remo passa remando
Uma carne passa moendo
Diante disso eu nada tenho feito
vou-me embora lhe dizendo
Minha alma tomou veneno
Está só esperando o efeito.
Me endereço a você
Mas hoje estou tão falido
Tão inflamado, que posso morrer
Toda manhã me nasce o dia
Como quem esfria
Mas que posso fazer?
Como pode do mar nascer chama
E uma brasa na água arder?
O vento passa ventando
Um coelho passa correndo
Um remo passa remando
Uma carne passa moendo
Diante disso eu nada tenho feito
vou-me embora lhe dizendo
Minha alma tomou veneno
Está só esperando o efeito.
domingo, 29 de dezembro de 2013
Querida Jaborandinha
Neste bilhetinho a minha vontade é enchê-la de carvão. Meu lenitivo imaginário sempre foi encher a sua cara de carvão como fazem os torradores de castanha de caju em pleno verão quando as castanhas secas estão no ponto pra serem queimadas e vendidas na beira da pista. Minha doce e querida florzinha cultivada no meu quintal e regada mês em mês, tens um rosto tão suave que mais me lembra um açude em tempo de chuva. Tudo em ti é chuva, é inverno, é verão, é o calor do fogo torrando castanha, é um brilho de gliter no carnaval, um cheiro de flor-de-sapo, um som de Anum. Teu rosto é sinestésico. Tua alma é sinestésica. Tu és uma doce confusãozinha que redemoinha minha cabeça, só a tua partida que não.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Leo
Meu saudoso e inconstante cordeirinho,
penosos como as águias no por do sol são teu suor, tuas unhas cortadas e teu desterro. Hoje juntando lavagem para os porcos recordei você e os caroços de fava contadinhos no nosso velho e enferrujado depósito. Todo os dias a lembrança anda, todos os dias a natureza e o som genuíno do vento andam, e tu és, querido, como uma "váge" de capim depois da chuva, encoberta por botõezinhos de acerola que despencam das aceroleiras ou por flor-de-sapo, e não há um só dia em que eu toque o vermelho cádmio ou o verde pinheiro e não lembre das tuas vestes, da tua resta na janela...
Não há uma tarde que se passe sem sobejo da lembrança da tua boca de sede nos copos de cristal. Eu o amo até hoje, e tua morte( que ocorre como uma morte), ainda é um cancro na minha alma.
meu coração pressente o fim dos tempos neste selo.
penosos como as águias no por do sol são teu suor, tuas unhas cortadas e teu desterro. Hoje juntando lavagem para os porcos recordei você e os caroços de fava contadinhos no nosso velho e enferrujado depósito. Todo os dias a lembrança anda, todos os dias a natureza e o som genuíno do vento andam, e tu és, querido, como uma "váge" de capim depois da chuva, encoberta por botõezinhos de acerola que despencam das aceroleiras ou por flor-de-sapo, e não há um só dia em que eu toque o vermelho cádmio ou o verde pinheiro e não lembre das tuas vestes, da tua resta na janela...
Não há uma tarde que se passe sem sobejo da lembrança da tua boca de sede nos copos de cristal. Eu o amo até hoje, e tua morte( que ocorre como uma morte), ainda é um cancro na minha alma.
meu coração pressente o fim dos tempos neste selo.
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Assinar:
Postagens (Atom)